O que Santa Cruz de la Sierra pode ensinar às demais cidades da América do Sul?

O Fuja do Óbvio é um projeto de viagens brasileiro, criado por brasileiros, para brasileiros (e estrangeiros também, claro). Começo dizendo isso para explicar que, como brasileiros e, naturalmente, sul-americanos, conhecemos muito bem os pontos positivos e negativos daqui.

E, por isso mesmo, entendemos que existem alguns sérios problemas bem recorrentes nas principais cidades turísticas da América do Sul. Por mais triste que seja, é um fato. Me permitindo generalizar (sabemos que existem muitas exceções, ok?), é uma missão bem difícil estar em Santiago e não ter ao menos um taxista tentando te enganar, do mesmo modo que viajar para Buenos Aires e depender de um Uber no aeroporto é uma empreitada que exige paciência. Eles vão ficar cancelando diversas vezes até o valor ‘ficar dinâmico’ e subir significativamente.

Andar tranquilo com seu celular nas mãos nas ruas do centro de Montevidéu ou de Caracas? Hum, melhor não. Se olharmos para o Brasil, dá até dó! Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e praticamente todo o Nordeste são um caos no quesito segurança e limpeza, principalmente nas áreas centrais. No RJ, nem nas praias o turista pode turistar sem ter ao menos um item roubado.

Mas, é bom deixar claro: estou indo ao limite dos exemplos. Ninguém precisa parar de viajar para esses lugares, pelo amor de Deus (mas uma dose de cuidado redobrado lhe cairá bem por lá).

O motivo principal deste post é falar sobre como Santa Cruz de la Sierra, no interior da Bolívia, foi capaz de nos mostrar uma outra América do Sul. Limpeza, sensação de segurança, educação e honestidade das pessoas com os turistas são alguns exemplos. Posso ter tido sorte? Sim! Mas, não me parece que a Plaza 24 Septiembre, o coração da cidade, seja diferente do que vi em minha passagem por lá.

Nunca vi – em nenhum lugar do mundo – um serviço de Uber tão eficiente. No aeroporto, os taxistas trabalham com preços tabelados (e não tentam te enganar quando percebem que você é turista). Ninguém fica o tempo todo esperando (ou pedindo) ‘propina’, a gorjeta indispensável para um bom atendimento na maior parte dos países de língua espanhola.

É evidente que algumas regiões, como o entorno do parque El Arenal, têm um clima um pouco menos ‘amigável’, mas nada que comprometa a imagem da cidade que, além de tudo, tem opções de turismo e gastronomia para todos os gostos.

A América do Sul poderia aprender muito com Santa Cruz de la Sierra!

 

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