Samaipata: saiba como chegar à versão boliviana de Machu Picchu

É bem possível que você nunca tenha ouvido falar em Samaipata, mas essa pequena – e muito charmosa – cidade boliviana, que fica a cerca de 130km de Santa Cruz de la Sierra, carrega uma imensa cultura inca em seu histórico. É lá que você encontrará o El Fuerte, uma espécie de fortaleza construída a mais de 2 mil metros de altitude.

Devido às ruínas encontradas no parque arqueológico, Samaipata é também conhecida como a versão boliviana de Machu Picchu. Particularmente, eu não a trataria dessa forma, afinal, cada região tem suas características e particularidades únicas. E com Samaipata não é diferente: além das ruínas, é no El Fuerte que está localizada a maior pedra talhada do mundo.

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A peça é tão impressionante, que foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. E já de cara, a gente indica: se estiver em Santa Cruz de la Sierra, reserve um dia inteiro para conhecer El Furte e a cidade de Samaipata. Destaque para ‘dia inteiro’

Como chegar a Samaipata?
Quando montamos o roteiro para Santa Cruz de la Sierra, essa foi a maior dúvida. A opção ‘mais fácil’ é também a mais cara: fechar o passeio com uma agência de turismo nos custaria cerca de US$ 150 por pessoa (estamos falando de 600 reais!). Imediatamente, pensamos: vamos fugir do óbvio e ir de modo ‘menos ortodoxo’.

O que vem a seguir parece complicado – e é! Mas, você vai dar conta e vai economizar muita grana! Confira o nosso passo a passo:

  1. Estávamos hospedados no Senses Hotel Boutique, na Plaza 24 Septiembre (o coração da cidade de Santa Cruz) e pegamos um Uber por volta de 7h30 até a Avenida Omar Chávez Ortiz (onde fica uma espécie de ‘agência’ com transporte via mini van de Santa Cruz de la Sierra para Samaipata). Custo: 12 bolivianos (Bs), que é a moeda da Bolívia (estávamos em três, então, seriam 4 bolivianos por pessoa).
  2. As vans (esqueça a palavra ‘conforto’ e foque nas palavras ‘vai valer a pena’) saem sempre que um veículo fica cheio (mas isso é bem rápido, então, não esperamos nada) e cobram por pessoa. Como era feriado prolongado (Páscoa), o valor estava um pouco acima dos 30 bolivianos ‘de sempre’. Custo: 40 bolivianos.
  3. Depois de 3 horas de viagem (apesar da curta distância, a estrada é bem sinuosa em alguns pontos e existem alguns postos policiais e pedágios que atrasam a viagem), às 11h, chegamos ao centro de Samaipata (que é um charme e tem restaurantes, artesanato, igreja e uma praça linda!). De lá, você encontra diversas opções, inclusive de táxis que vão negociar o preço para te levar ao forte, em um trajeto de 30 minutos. Para nos levar, esperar por 2h (tempo suficiente para visitar tudo lá dentro) e nos levar de volta, o motorista cobrou 90 bolivianos. Custo: 30 bolivianos por pessoa.
  4. Às 11h45 já estávamos admirando uma vista de tirar o fôlego (literalmente, afinal, são 2 mil metros de altitude). A entrada no El Fuerte custa 50 bolivianos por pessoa e dá direito também ao acesso ao museu, que fica na cidade de Samaipata (você pode ir na volta do passeio no forte e conseguirá ver tudo em 20 minutos, pois é um museu bem pequeno). Custo: 50 bolivianos.
  5. Saímos de El Fuerte às 13h20 e, de volta à cidade, passamos rapidamente no museu e almoçamos em um food truck com comidas típicas. Por ser sábado, tinham muitas opções ‘de rua’, mas a região conta com diversos restaurantes e bares para todos os gostos e bolsos. Custo: 20 bolivianos por pessoa.
  6. A volta de mini van para Santa Cruz de la Sierra (pela mesma empresa que nos levou até El Fuerte) custou mais barato do que a ida (e durou as mesmas 3h). Saímos às 15h em ponto. Custo: 30 bolivianos por pessoa.
  7. O Uber do ponto de desembarque até o hotel custaria mais 18 bolivianos. Porém, negociamos com o motorista para nos deixar na praça central por 20 bolivianos, para não precisarmos descer, encontrar um wi-fi e pedir. Às 18h30 estávamos ‘em casa’. Custo: 7 bolivianos por pessoa.

Lembram-se dos 600 reais (150 dólares) que teríamos gasto se fossemos com uma agência (o que nos engessaria e não incluiria almoço)? Pois, bem, no final das contas, nosso custo por pessoa foi:

  • Uber ida:  Bs 4
  • Uber volta: Bs 7
  • Mini van ida: Bs 40
  • Mini van volta: Bs 30
  • Transfer para El Furte (ida e volta): Bs 30
  • Entrada El Fuerte: Bs 50
  • Almoço: Bs 20

    TOTAL: Bs 171

Considerando que a cotação era de Bs 1,70 para cada R$ 1, gastamos apenas 100 reais por pessoa. Ou seja, uma economia de 500 reais.

Se você fizer esse passeio seguindo nossas dicas, conta pra gente o que achou!

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